sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Henrique Alves entrou no Telegram

Lauro Jardim informa que Eduardo Cunha acaba de entrar no Telegram, o aplicativo de mensagens que apaga o conteúdo após um determinado tempo. Cunha já recuperou junto às telefônicas as linhas dos aparelhos que foram apreendidos pela Polícia Federal. 

Não foi só Cunha. Também entraram hoje no Telegram outros dois encrencados com a Lava-Jato: Fernando Baiano e Henrique Alves. Com o bloqueio do WhatsApp, outros personagens do mundo político, que não têm a ver com a Lava-Jato, também aderiram ao concorrente. Entraram no Telegram hoje, por exemplo, José Eduardo Cardozo, Henrique Meirelles e Aloysio Nunes. 

Fonte: Robson Pires/Serrinha de fato

Impeachment: STF deu a Dilma o que ela pediu

Josias de souza - O rito processual do impeachment, fixado em julgamento do STF, como que condenou Dilma Rousseff a arquivar a tese do golpe. Por maioria de votos, os ministros do Supremo entregaram à presidente o que ela desejava.

Olhando pelo retrovisor, o STF carbonizou a comissão especial do impechment, majoritariamente anti-Dilma. Sob inspiração de Eduardo Cunha, a Câmara elegera secretamente uma chapa avulsa composta de dissidentes governistas e de oposicionistas. O Supremo decidiu que os nomes terão de ser indicados pelos líderes. E a votação será aberta. 
Com os olhos no para-brisa, o Supremo deliberou que o Senado dispõe de poderes para arquivar um processo de impeachment eventualmente aberto pela Câmara. Poderá fazer isso antes da abertura formal do processo. 
Se optarem pelo arquivamento, os senadores livrarão Dilma automaticamente do desastre que seria um afastamento temporário da poltrona de presidente por 180 dias. Ao esvaziar as atribuições da Casa ainda presidida por Eduardo Cunha, o STF acomodou Dilma no colo de Renan Calheiros, o encrencado presidente do Senado. Paciência. Não se pode ter tudo na vida.

Dilma fez sobrancelhas e cabelo no STF. Só não fez as unhas porque a Suprema Corte indeferiu o pedido de defesa prévia para a presidente. Do contrário, Eduardo Cunha seria forçado a reiniciar o processo do zero, anulando o ato que pôs em movimento o pedido de impeachment formulado pela advogada Janaína Paschoal e pelos juristas Hélio Bicudo e Michel Reale Jr.. “As unhas ficaram conosco”, diz o líder tucano Bruno Araújo (PSDB-PE). “Com essas decisões do Supremo, a pretensão de Dilma de resolver tudo rapidamente desapareceu. O calendário do impeachment será transferido para depois do Carnaval, com todo o desgaste que isso significa para o governo.”

Deputados estaduais aprovam Orçamento Geral do Estado para 2016


 
O Orçamento Geral do Estado (OGE) 2016 foi aprovado à unanimidade pelos deputados nesta quinta-feira (17), na última sessão plenária de 2015. O orçamento total é de quase R$ 12 bilhões, incluídas as transferências obrigatórias aos municípios, no valor de R$ 1,415 bilhão. 

Na peça orçamentária, o Governo estadual estima de ICMS R$ 5,1 bilhões, representando 41,75% da receita total, registra informação da assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa do RN. Em relação ao OGE do ano anterior, a peça orçamentária para 2016 registra uma redução real de 11,94% em comparação ao orçamento vigente. 

Entre as despesas correntes, a Secretaria Estadual de Planejamento do RN (SEPLAN/RN) destaca os custos com pessoal e encargos sociais, no montante de R$ 6,7 bilhões. Na proposta de 2016, o Governo do Estado solicitou 15% para limite de remanejamento dos recursos, sem necessidade de autorização da ALRN. 

Porém, uma emenda da Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) reduziu esse índice para 10%. A proposta do novo percentual foi aprovada pelos parlamentares. Cada deputado apresentou emenda individual de R$ 1,8 milhão, totalizando R$ 43,2 milhões.


TOTAL: R$ 62.971.000,00 
- FUNDETUR – R$ 1 milhão 
- Hospital Infantil Varela Santiago – R$ 500 mil 
- Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer – R$ 500 mil 
- Grupo Reviver Natal – R$ 300 mil 
- Hemocentro – R$ 1,5 milhão 
- Instituto Histórico e Geográfico do RN – R$ 200 mil 
- Instituto Juvino Barreto – R$ 300 mil 
- Casa do Estudante – R$ 500 mil 
- Ações de Saúde – R$ 10 milhões 
- Sistema Prisional – R$ 13,171 milhões 

- Enfrentamento à Seca – R$ 35 milhões

Segunda parcela do FPM de dezembro será de R$ 1,9 bilhão e depósito ocorre hoje (18)

O segundo repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) deste mês será R$ 1.936.250.088,57, considerando o porcentual destinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb). 

Sem o desconto constitucional destinado a Educação, o montante a ser partilhado entre as prefeituras chega a R$ 2.420.312.610,71 – valor bruto. Como a data estabelecida pela lei para transferência será domingo (20), a verba entrará nas contas nesta sexta-feira (18), destaca informação do portal virtual da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). 

A CNM diz que em contradição com o que foi previsto, o valor do segundo repasse do último mês do ano será maior que o montante registrado no mesmo período de 2014 – R$ 1,885 bilhão.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

MAIS INFORMAÇÕES, MARTINS/RN: DOIS JOVENS SÃO MORTOS COM VÁRIOS TIROS PRÓXIMO AO MATADOURO MUNICIPAL




Um crime de duplo homicídio foi registrado, no início da tarde desta quarta feira 16 de dezembro de 2015, na cidade Martins, região do alto Oeste do Rio Grande do Norte. Segundo a Polícia Militar, as vítimas são dois jovens identificados como Leanderson Silva conhecido como "Amarrado" e Hélio tavares. O corpo do Hélio foi encontrado na pista em frente ao matadouro da cidade e o de Leanderson foi encontrado a 20 metros RN-117, na entrada de Maroca. 

Até o momento a polícia não tem informações sobre os assassinos, mas segundo informações dos policiais as vítimas apresentavam diversas perfurações nas costas e nas nuncas, o que levanta a suspeita do crime ter sido uma execução. A equipe do Itep de Mossoró foi acionada e chegaram ao local do crime por volta das 16:00 horas, realizaram os primeiros procedimentos e em seguida a remoção dos corpos para sua sede em Mossoró/RN, onde devera ser submetido ao exame de Necropsia e em seguida liberação dos corpos para o os familiares providenciarem o sepultamento. 

O crime aconteceu a cerca de 4km do centro de Martins na RN que liga Martins/Serrinha dos Pintos em frente ao matadouro de martins/RN, no sitio  Parieiro. 

Texto e fotos do Passando na Hora com alterações./Martins em pauta

Justiça condena Azeredo a 20 anos de prisão por mensalão tucano

Ex-deputado federal Eduardo Azeredo foi condenado a regime fechado.
Por ser decisão em primeira instância, cabe recurso.

Do G1 MG
Eduardo Azeredo (Foto: José Cruz/Agência Brasil)Eduardo Azeredo (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O ex-deputado federal Eduardo Azeredo(PSDB) foi condenado, em primeira instância, a 20 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (16) pela juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Melissa Pinheiro Costa Lage. Da decisão cabe recurso e ele pode recorrer em liberdade.
Azeredo foi condenado por crimes cometidos durante a campanha eleitoral pela sua reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. O político disse à reportagem da TV Globo Minas que não estava sabendo da condenação. O G1 tentou contato com o advogado do Azeredo, mas ele não foi encontrado.
Eduardo Azeredo, que também já foi senador e governador de Minas, foi condenado por sete crimes de peculato – que é o desvio de bens praticado contra a administração pública por servidor público– e seis crimes de lavagem de dinheiro. Ele também foi condenado ao pagamento de 1.904 dias-multa cujo valor, segundo o Fórum Lafayette, de Belo Horizonte, foi fixado em um salário mínimo vigente em 1998. Em sua sentença, a juíza declarou ter considerado o patrimônio declarado de R$ 1,5 milhão pelo político no seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2010 para estabelecer o valor da multa.
Eleito deputado federal em 2011, Azeredo renunciou ao mandato em fevereiro de 2014, e o plenário do STF decidiu, por maioria de votos (oito a um), enviar a ação penal contra ele para a primeira instância da Justiça de Minas. Hoje, aos 67 anos, o político ocupa o cargo de consultor internacional da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

A fraude funcionava por meio de repasses estatais para o suposto patrocínio de eventos esportivos. As empresas, de acordo com a denúncia, repassavam a verba à empresa SMP&B, de Marcos Valério. O Banco Rural também consta no processo. Ele forneceria empréstimos às agências sem apresentação de garantias. Esses recursos abasteciam a campanha.
Mensalão tucano

Eleito governador de Minas Gerais em 1994, Eduardo Azeredo concorria à reeleição em 1998, com Clésio Andrade, à epoca filiado ao PFL e atualmente Democratas, como vice. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Azeredo foi o principal beneficiário do esquema de desvio de verbas de estatais para a campanha eleitoral.
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) teriam repassado, cada uma, R$ 1,5 milhão à SMP&B, de Marcos Valério. Do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) teriam saído outros R$ 500 mil para o suposto esquema.
Em 2010, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) aceitou denúncia contra 11 denunciados. Fernando Moreira Soares morreu e o processo contra ele foi extinto. Walfrido dos Mares Guia e Cláudio Mourão tiveram o crime prescrito ao completarem 70 anos.
José Afonso Bicalho (Foto: Reprodução/ TV Globo)José Afonso Bicalho (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Outros processos do mensalão tucano
Oito réus ainda aguardam a sentença em três processos distintos. São eles o secretário de Estado de Fazenda de Minas Gerais, José Afonso Bicalho, o ex-senador Clésio Andrade, Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Eduardo Pereira Guedes Neto, Lauro Wilson de Lima Filho e Renato Caporalli. Todos os acusados têm negado ligação com o caso.
secretário de Estado de Fazenda de Minas Gerais, José Afonso Bicalho, foi interrogadonesta quarta-feira pela juíza Melissa Lage. Ele é julgado em segunda instância e sua sentença será proferida por desembargadores. A última testemunha do processo também foi ouvida.
De acordo com o Ministério Público Federal, o Iron Biker recebeu, através da SMP&B Comunicação, de Marcos Valério, R$ 500 mil em cinco cheques através de cinco braços do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), o Bemge S/A Administradora Geral, a Financeira Bemge S/A, o Bemge Administradora de Cartões de Crédito Ltda, o Bemge Seguradora S/A e o Bemge Distribuidora de Valores Mobiliários S/A.
Bicalho, que à época dos crimes era dirigente do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), declarou que autorizou somente uma cota de patrocínio de R$ 100 mil através da Bemge Distribuidora. Bicalho disse não ter dado autorização para os outros R$ 400 mil apontados pelo MPF. O patrocínio dos R$ 100 mil, segundo o ex-dirigente, estava dentro do escopo da nova estratégia de comunicação do banco e que, por isso, foi autorizado por ele.
O ex-senador Clésio Andrade também é julgado separadamente. Em julho deste ano, uma audiência de instrução foi realizada na 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte e apenas duas testemunhas foram ouvidas, já que a terceira não foi intimada. Segundo a assessoria do fórum, ainda não há previsão para esta oitiva. Clésio Andrade responde pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato – “ambos absolutamente improcedentes”, de acordo com Oliveira.
A Justiça também informou que houve o retorno de uma carta precatória relativa ao depoimento de uma testemunha que deveria ser ouvida em Esmeraldas, mas não confirma se o depoimento, de fato, ocorreu. Já o advogado do réu, Eugênio Pacelli de Oliveira, disse que a testemunha foi ouvida.
Já o terceiro processo tem seis réus: Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Eduardo Pereira Guedes Neto, Lauro Wilson de Lima Filho e Renato Caporalli. No processo em que há seis acusados, o próximo passo é o interrogatório dos réus.
O Fórum Lafayette afirma que os processos, embora nunca tenham ficado parados, têm peculiaridades, como complexidade, extenso número de réus, advogados e testemunhas. Alega também que tem garantir todos recursos da defesa e se assegurar para que não seja alegada nenhuma nulidade processual.

WhatsApp bloqueado: operadoras são intimadas a barrar app no país por 48h


Bloqueio é válido a partir da 0h de quinta-feira (17) em todo o Brasil.
Sindicato de Vivo, Claro, Tim e Oi confirma determinação judicial.

Do G1, em São Paulo
Ícone do aplicativo de conversa Whatsapp em um smartphone (Foto: Fábio Tito/G1)Operadoras de telefonia móvel foram intimadas a bloquear WhatsApp no Brasil por 48 horas (Foto: Fábio Tito/G1)
As principais operadoras de telefonia móvel do Brasil foram intimadas pela Justiça nesta quarta-feira (16) a bloquear o aplicativo de mensagens WhatsApp em todo o território nacional por 48 horas. O bloqueio vale a partir da 0h de quinta-feira (17).


O recebimento da determinação judicial foi confirmado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal, o SindiTelebrasil, que representa as operadoras Vivo, Claro, Tim, Oi, Sercomtel e Algar.
O Tribunal de Justiça de São Paulo afirma que a decisão partiu da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo e corre em segredo de justiça em uma ação criminal. Segundo o TJ-SP, o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de 23 de julho de 2015. A empresa foi notificada mais uma vez em 7 de agosto, com uma multa fixada em caso de não cumprimento.
O WhatsApp não atendeu à determinação novamente, de acordo com o TJ-SP. Por isso, "o Ministério Público requereu o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas, com base na lei do Marco Civil da internet".
Eduardo Levy, presidente do SindiTeleBrasil, diz que as operadoras são obrigadas a atender a determinação e que não é do interesse delas bloquear o WhatsApp no país. "Temos interesse em regras que sejam mais leves para o setor", disse Levy ao G1.
Histórico
Essa não é a primeira tentativa de bloquear o WhatsApp no país. Em fevereiro, um juiz de Teresina (PI) determinou que as operadoras suspendessem temporariamente o acesso ao app de mensagens.
O motivo seria uma recusa do WhatsApp em fornecer informações para uma investigação policial que vinha desde 2013.